sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Capitulo 1 – Parte 3

 O tom de Zachary mudara, percebeu Spencer; e pela primeira vez na
conversa, ele baixara os olhos. Mas não por vergonha. Spencer conhecia-o muito bem para acreditar que Zachary pudesse se sentir envergonhado por um momento que fosse.

- É uma questão de justiça, e logo chegaremos a esse ponto. – Zachary levantou-se, irrequieto demais para permanecer sentado. - Quando você me designou para o caso, aceitei porque esse ladrão em particular me interessava. Isso não mudou. Na verdade, pode-se até dizer que meu interesse aumentou de forma considerável. 

Não seria certo pressionar Spencer demais. Era verdade que haviam
desenvolvido uma relutante admiração um pelo outro ao longo dos anos, mas Spencer sempre continuaria a se apegar - e sempre seria assim – à letra da lei.

- Digamos, ainda em termos hipotéticos, é claro, que eu conheço a
identidade do Sombra. Digamos que tivemos algumas conversas que me levaram a acreditar que você poderia usar os talentos dessa pessoa, que seriam oferecidos pela pequena recompensa de uma ficha limpa.

- Pequena recompensa? O desgraçado roubou muito mais do que você!

Zachary alteou as sobrancelhas. O rosto franzido, removeu uma migalha da manga do paletó.

- Não creio que seja necessário me insultar. Ninguém jamais roubou
jóias com um valor total maior do que o meu ao longo de minha carreira.

- Orgulha-se dos seus feitos, não é mesmo? - A cor vermelha
espalhava-se de uma maneira alarmante pelo rosto de Spencer. - Levar a vida de um ladrão não é uma coisa de que eu me gabaria.

- É essa a diferença entre nós.

- Infiltrar-se por janelas, fazer negócios em becos escuros...

- Por favor, não me torne sentimental. Calma, Stuart. É melhor
contar até dez. Não quero ser responsável por uma subida alarmante de sua pressão. - Zachary tornou a pegar o bule de chá. - Talvez esta seja uma boa ocasião para lhe dizer que, enquanto eu arrombava cofres, desenvolvi o maior respeito por você. Imagino que ainda estaria em minha antiga profissão se não fosse pelo fato de você chegar mais perto a cada vez. Mas não me arrependo da maneira como vivia, assim como não me arrependo de ter mudado de lado.

Stuart acalmou-se o suficiente para tomar o chá que Zachary servira.

- Isso não vem ao caso. - Mas ele tinha de reconhecer que a
admissão de Zachary o deixara satisfeito. – O fato é que agora trabalha para mim.

- Não esqueci. - Zachary tornou a olhar para a janela. Era um dia claro e gelado, que o fazia ansiar pela primavera. Ele tornou a fitar Stuart. – Para continuar, eu me sinto na obrigação, como um leal servidor, de tentar recrutar uma pessoa que acho que poderá ser muito útil.

- Um ladrão.

- Isso mesmo, mas excelente. - O sorriso envolvente surgiu de novo.

- Além do mais, estou disposto a apostar que nem a sua organização
policial nem qualquer outra jamais conseguirão descobrir a identidade
dessa pessoa.

Zachary voltou a ficar sério. Inclinou-se para frente.

- Não agora nem nunca, Stuart, posso lhe garantir.

- Ele vai agir de novo.

- Não haverá mais nenhum roubo.

- Como pode ter certeza?


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Oii meninas *-*
Obrigada pelos comentários.
e um aviso, eu queria dizer que ainda nao me atualizei totalmente nos blogs, então se eu nao estiver comentando no blog de alguém é por causa disso :((
mas darei um jeito de começar a me atualizar hoje ainda :'D
e talvez hoje ainda eu post mais um capítulo ;DD 


beeeeeeeeeeeeijos ;*

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Capitulo 1 – Parte 2

Havia muita coisa em jogo nos próximos momentos, mas Zachary levara a maior parte da vida com seu futuro em jogo, até seu pescoço, tudo na dependência de uns poucos minutos. Fora um ladrão - e dos melhores - levando o Capitão Stuart Spencer e outros homens como ele a procurá-lo por becos sem saída de Londres a Paris, de Paris a Marrocos, de Marrocos a qualquer lugar em que o próximo grande prêmio esperasse. Depois, dera uma meia-volta e passara a trabalhar para Spencer e a Interpol, não mais contra.

Fora uma decisão profissional, lembrou Zachary a si mesmo. Apenas
uma questão de calcular os custos e benefícios. Mas o que estava prestes a propor era pessoal.

- Digamos, em termos hipotéticos, que eu conheço um ladrão muito
hábil, que há dez anos vem conseguindo se esquivar da Interpol. Agora, essa pessoa decidiu deixar o serviço ativo e oferece seus conhecimentos profissionais em troca de clemência.

- Está falando do Sombra.

Zachary, meticuloso, removeu as migalhas das pontas dos dedos.
Sempre fora um homem meticuloso, por hábito e necessidade.

- Em termos hipotéticos.

O Sombra... Spencer esqueceu o calcanhar dolorido e o cansaço da
viagem. Milhões de dólares em jóias haviam sido roubados pelo ladrão conhecido apenas como O Sombra. Há dez anos que Spencer o perseguia,
procurava e nada descobria. Nos últimos 18 meses, a Interpol intensificara as investigações, chegando a ponto de contratar um ladrão para pegar um ladrão: Zachary Efron, o único homem que Spencer conhecia cujos feitos superavam os do Sombra. O homem em quem confiara, pensou Spencer, com um súbito acesso de fúria.

- Você sabe quem ele é. Isso mesmo, sabe quem ele é e onde
podemos encontrá-lo. - Stuart pôs as mãos em cima da mesa. - Dez anos! Há dez anos que estamos atrás desse homem. E há muitos meses que você é pago para descobri-lo, mas nos deixou na ignorância! E sabia sua identidade e paradeiro durante todo esse tempo!

- Talvez eu soubesse. - Zachary abriu os dedos longos de artista. -
Talvez não.

- Tenho vontade de trancá-lo numa cela e jogar a chave no Tâmisa.

- Mas não vai fazê-lo, porque sou como o filho que você nunca teve.

- Não se esqueça de que tenho um filho!

- Não como eu. – Zachary inclinou a cadeira para trás. - Estou propondo o mesmo negócio que fizemos há cinco anos. Você teve a visão necessária na ocasião para compreender que contratar o melhor tinha nítidas vantagens sobre perseguir o melhor.

- Você foi incumbido de pegar esse homem, não de negociar por ele.
Se sabe um nome, quero esse nome. Se tem uma descrição, quero ouvi-la. Fatos, Zachary, não propostas hipotéticas.

- Você não tem nada - declarou Zachary, abrupto. - Absolutamente
nada, depois de dez anos. Se eu sair deste quarto, continuará a não ter nada.

- Terei você. - A voz de Spencer era bastante incisiva para fazer com
que Zachary contraísse os olhos. - Um homem com seus gostos acharia a prisão muito desagradável.

-Ameaças?

Um calafrio breve, mas muito real, percorreu a pele de Zachary. Ele
cruzou as mãos. Manteve os olhos sob controle, apegando-se à certeza de que Stuart apenas blefava. O que não acontecia com Zachary.

- Já esqueceu que recebi clemência? Foi esse o acordo.

- Mas é você quem está mudando as regras agora. Dê-me o nome,
Zachary, e deixe-me fazer meu trabalho.

- Você pensa pequeno, Stuart. Foi por isso que recuperou apenas
alguns diamantes, enquanto eu consegui muito mais. Se puser O Sombra na cadeia, terá apenas prendido mais uma pessoa. Acha mesmo que poderá recuperar uma fração do que foi roubado nos últimos dez anos?

- É uma questão de justiça.

-Concordo.

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Eeei meninas, como vão fofas?
Que bom q gostaram :D
Comeeentem?

bgs ;*

sábado, 7 de agosto de 2010

Capitulo 1 – Parte 1

As mulheres são seus campos.
Pois vá para seus campos e faça o que bem quiser'.

O CORÃO

Ele era seu homem, mas fez errado com ela.

"FRANKIE AND JOHNNY"



Capitulo 1 – Parte 1



Nova York, 2010.      

Stuart Spencer detestava aquele quarto de hotel. A única vantagem
de estar em Nova York era o fato de sua esposa estar em Londres e não poder chateá-lo por causa da dieta. Ele pedira um club sandwich, que levava peru, bacon, maionese, alface e tomate, espalhados entre três torradas e estava saboreando cada mordida.

Era um homem corpulento e calvo, com a disposição jovial esperada
de alguém com sua aparência. Uma bolha no calcanhar o atormentava, assim como um resfriado persistente. Depois de tomar meia xícara de chá, ele concluiu, com o excêntrico humor britânico, que os americanos não sabiam fazer um chá aceitável, por mais que tentassem.

Queria um banho quente, uma xícara de um bom Earl Greye e uma
hora de sossego, mas desconfiava que o homem irrequieto, em pé junto da janela, o obrigaria a adiar tudo isso e talvez indefinidamente.

- É aqui que eu estou.

De cara amarrada, ele observou Zachary Efron puxar a cortina.

- Uma vista adorável. - Zachary olhava para a parede de outro prédio. - Proporciona a este quarto uma sensação de aconchego.

- Zachary, sinto-me compelido a lembrá-lo que detesto voar através do Atlântico no inverno. Além disso, tenho muito trabalho acumulado para fazer em Londres... E a maior parte é por sua causa e seus procedimentos irregulares. Portanto, se tiver alguma informação para mim, transmita logo de uma vez, por favor. Imediatamente, se não for pedir demais.

Zachary continuou a olhar pela janela. Estava apreensivo com o
resultado da reunião informal que solicitara, mas nada em sua atitude
calma sequer insinuava a tensão que sentia.

- Preciso levá-lo a algum espetáculo enquanto está aqui, Stuart. Um
musical. Você ficou azedo na velhice

- Fale logo o que quer.

Zachary largou a cortina e virou-se para o homem a quem estivera
subordinado durante os últimos anos. Sua ocupação exigia uma graça
confiante e atlética. Tinha 35 anos, mas já contava com um quarto de
século de experiência profissional. Nascera nos cortiços de Londres. Ainda jovem, já era capaz de conseguir convites para as melhores festas da sociedade. O que não era pouca coisa, nos tempos antes de a rígida consciência de classe dos britânicos sucumbir diante da investida de artistas e roqueiros. Sabia o que era passar fome, mas também sabia o que era ter sua porção de beluga. Porque preferia caviar, tratara de levar uma vida que o incluísse. Era bom no que fazia, muito bom mesmo, mas o sucesso não viera com facilidade.

- Tenho uma proposta hipotética para lhe apresentar, Stuart. – Zachary sentou-se e serviu-se de chá. - Mas quero perguntar antes se, durante os últimos anos, tenho sido útil para você.


Spencer deu uma mordida no sanduíche, torcendo para que a
conversa de Zachary não lhe provocasse uma indigestão.

- Está querendo um aumento de salário?

- É uma possibilidade, mas não exatamente o que pretendo. - Zachary era capaz de exibir um sorriso encantador, que podia usar com grande efeito quando assim decidia. E foi o que decidiu naquele momento. - A questão é a seguinte: tem valido a pena contar com um ladrão na folha de pagamento da Interpol?

Spencer fungou, tirou um lenço do bolso e assoou o nariz.

- De vez em quando.

Zachary notou, ao mesmo tempo em que especulava se Stuart também percebera, que desta vez não usara o qualificativo "aposentado" depois de "ladrão", Também notou que Stuart não corrigira a omissão.

- Você se tornou absolutamente avarento com seus elogios.

- Não estou aqui para lisonjeá-lo, Zachary, mas apenas para saber por que achou que o assunto era tão importante que insistiu que eu voasse para Nova York em pleno inverno.

- Você se importaria de ter dois?

- Dois o quê?

- Ladrões. - Zachay pegou um triângulo do sanduíche. – Deveria
experimentar com o pão de trigo integral.

- Onde está querendo chegar?



Doce Vingança

                                Sinopse

Durante dez anos, Vanessa alimentou o desejo de vingança.
Quando criança, testemunhou a crueldade que se escondia por trás da fachada real do casamento de contos de fadas de seus pais.   Embora nada possa trazer de volta sua mãe, uma lendária estrela do cinema, Vanessa é consumida por um único pensamento: fazer o pai pagar pelo que fez.


- Adaptação do livro de Nora Roberts.

Volteeei :D

GEEEEEEEEEEEEEENTE Q SAUDADES DE VCS *----*
VCS NAO TEM IDÉIA DO QUÃO FELIZ ESTOU POR ESTAR DE VOLTA *---*

enfim, esse é meu novo blog *---*
e digamos q ele já estava pronto a uns 2 dias, mais a merda do blend nao foi com a minha cara :((, digamos q na hora de carregar ele aqui no blog, ele nao carregou deu erro --', enfim tive q improvisar esse blend, siiiiiiimples pra caramba, até eu consegui fazer o outro carregar aqui :D
Bom oq importa é a história, ceeeerto? :)

Vou postar a sinopse agooorinha :D

bgs ;*