sábado, 15 de janeiro de 2011

Capitulo 5 – Parte 10

Como se seus pensamentos o conjurassem, Abdu Greg passou pela porta, entrando na suíte. Vanessa virou-se. Era pequena para sua idade, tão delicada quanto uma boneca. Já havia insinuações da beleza morena e sedutora de seu sangue beduíno. Abdu Greg viu apenas uma garota magricela, de olhos grandes e queixo erguido numa atitude obstinada. Como sempre, seus olhos se tornaram gelados ao contemplá-la.

- Onde está sua mãe?

- Está ali.

Quando o pai se encaminhou para o quarto, Vanessa deu um passo rápido à frente.

- Podemos sair esta noite?

Abdu Greg lançou-lhe apenas um olhar rápido e desinteressado.

- Vocês ficarão aqui.

Porque era jovem, Vanessa insistiu, quando outras teriam recuado.

- Não é muito tarde. O sol acabou de se pôr. Vovó disse que havia muito para fazer em Paris à noite.

Ele parou de repente. Era raro que a filha tivesse coragem de lhe falar, mais raro ainda que ele se desse ao trabalho de escutar.

- Você permanecerá no hotel. Só está aqui porque eu permiti.

- E por que permitiu?

A temeridade da filha ao fazer a pergunta fez com que Abdu Greg contraísse os olhos.

- Minhas razões não são da sua conta. E devo adverti-la de que, se me lembrar de sua presença com muita freqüência, tratarei de me livrar de você.

Os olhos de Vanessa faiscavam com uma mistura de pesar e raiva que ela não podia compreender.

- Sou o sangue de seu sangue - murmurou ela. - Que motivo tem para me odiar?

- Você é sangue do sangue dela.

Abdu Greg virou-se para abrir a porta. Gina apressou-se em sair.

Tinha o rosto corado, os olhos arregalados, como uma corça quando fareja o caçador.

- Queria me ver, Abdu Greg? Eu precisava ir ao banheiro, depois da viagem.

Ele percebeu-lhe o nervosismo. Sentiu o cheiro do medo. Isso o agradou por ela não se considerava segura nem mesmo fora das paredes do harém. 

Capitulo 5 – Parte 9

- Nessa, querida, você deve ser paciente.

Como a filha, Gina foi atraída para a janela. Contemplou as luzes, a vida nas ruas. Seu anseio era ainda mais forte porque outrora fora livre.

- Amanhã ... amanhã será o dia mais emocionante de sua vida. - Ela abraçou e beijou a filha. - Confia em mim, não é?

- Claro que confio, mamãe.

- Vou fazer o que é melhor para você. Juro. - Gina apertou a menina. Abruptamente, soltou-a e riu. - Agora, fique apreciando a vista. Voltarei num instante.

-Aonde vai?

- Apenas até o quarto ao lado. - Ela sorriu, para tranqüilizar as duas. - Olhe pela janela, meu bem. Paris é linda a essa hora.

Gina fechou a porta entre a sala e o quarto. Era arriscado usar o telefone.

Passara dias tentando encontrar uma maneira melhor e mais segura. Embora precisasse de alívio, não tomava um tranqüilizante ou uma bebida desde que Abdu Greg anunciara a viagem. Tinha a mente lúcida, como não acontecia há anos. Tão lúcida que até doía. Mesmo assim, não fora capaz de imaginar outro meio que não o telefone. Sua única esperança era a de que Abdu Greg não esperasse a traição de uma mulher que tolerara seus abusos por tanto tempo.

Ela pegou o fone. Parecia estranho em sua mão, como uma coisa de outro século. Quase riu. Era uma mulher adulta, vivendo no século XXI, mas que há quase dez anos não tocava num telefone. Os dedos tremiam quando ligou. Foi atendida por uma voz falando num francês rápido.

- Você fala inglês?
                            
- Falo, madame. Em que posso ajudá-la?

Havia um Deus, pensou Gina, enquanto se sentava na beira da cama.

- Quero mandar um telegrama. Urgente. Para os Estados Unidos. Nova York.

Vanessa continuava na janela, as mãos comprimidas contra o vidro, como se pudesse dissolvê-lo pela força da vontade e se tornar parte do mundo que passava apressado lá fora. Havia alguma coisa errada com sua mãe. Seu medo mais profundo era o de que Gina estivesse doente, o que faria com que as duas fossem mandadas de volta para Jaquir. Sabia que, se partissem agora, nunca mais veria um lugar como Paris. Não veria mulheres com as pernas à mostra e os rostos pintados, nem os edifícios com centenas de luzes. 

Imaginou que o pai ficaria contente por ela ter visto, mas não tocado, ter sentido o cheiro, mas não saboreado. Seria outra maneira de puni-la, por ser mulher e de ter sangue misto.

Capitulo 5 – Parte 8

O sol se punha quando deixaram o terminal. Vanessa esperou para ouvir o chamado para a oração, mas não houve nada. Também havia confusão ali, mas era mais rápida e um pouco mais organizada do que a confusão no aeroporto de Jaquir. As pessoas espremiam-se em táxis, homens e mulheres juntos, sem inibição, sem segredo. Gina teve de puxá-la para a limusine, enquanto ela se empenhava em descobrir mais coisas.

Ver Paris pela primeira vez ao pôr-do-sol... Sempre que Vanessa pensasse de novo na cidade, haveria de se lembrar da magia daquele primeiro momento, quando a luz pairava entre o dia e a noite. Os prédios antigos projetavam-se, fascinantes, de certa forma femininos, com um brilho rosa, dourado e branco suave ao sol poente. O carro enorme desceu rápido pelo bulevar, para o coração da cidade. Mas não foi a velocidade que deixou Vanessa atordoada e sem fôlego.

Ela imaginou que devia haver música. Num lugar assim, não podia deixar de haver música. Mas não se arriscou a pedir permissão para baixar a janela. Em vez disso, deixou que a música tocasse em sua cabeça, grandiosa, gloriosa, enquanto seguiam ao longo do Sena.

Havia casais andando por ali, de mãos dadas, os cabelos e as saias curtas das mulheres à brisa que recendia a água e flores. Que recendia a Paris. Ela viu cafés em que as pessoas se agrupavam em torno de mesinhas redondas, bebendo de copos que faiscavam vermelhos e dourados, como a luz do sol.

Se fosse informada que o avião os levara a outro planeta e a outra época, Vanessa teria acreditado. Quando o carro parou no hotel, Vanessa esperou que o pai saltasse, antes de perguntar à mãe:

- Podemos ver mais?

- Amanhã. - Gina apertou a mão da filha com tanta força que ela estremeceu. - Amanhã.

A menina teve de fazer um esforço para não tremer no ar fragrante do anoitecer. O hotel parecia um palácio, e ela estava cansa­da de palácios.

Com a comitiva de criadas, seguranças e secretários, eles ocuparam um andar inteiro no Crillon. Para desapontamento de Vanessa, ela e a mãe foram levadas para sua suíte e deixadas sozinhas.

- Podemos sair para jantar no lugar chamado Maxim's?

- Não esta noite, querida.

Gina espiou pelo olho mágico. Já havia um guarda postado no lado de fora da porta. Seria como um harém, mesmo em Paris. O rosto estava pálido quando se virou, mas sorriu e fez um esforço para manter a voz jovial.

- Teremos de pedir alguma coisa para comer aqui. O que você quiser.

- Estar aqui não é muito diferente de Jaquir.

Vanessa correu os olhos pela elegante suíte. Como os aposentos das mulheres, era luxuosa e isolada. Ao contrário do harém, no entanto, havia janelas abertas para a noite. Ela atravessou a sala e contemplou Paris. As luzes faiscavam, proporcionando à cidade uma aparência festiva, de conto de fadas. Estava em Paris, mas não tinha permissão para participar da vida na cidade. Era como se tivesse recebido a jóia mais gloriosa do mundo e só pudesse admi­rá-la por uns poucos momentos, antes de lhe ser arrebatada e trancada de novo no cofre. 

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desculpem pela demora.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Capitulo 5 – Parte 7

Ela pegou a filha pela mão e levou-a para fora do terminal. O novo avião particular de Abdu Greg, comprado com dinheiro do petróleo, as esperava na pista.






Vanessa sentiu a boca ressequida ao ver o avião.

- É muito pequeno.

- Não se preocupe. Estarei com você.

Lá dentro, a cabine era luxuosa, apesar do tamanho. As poltronas  eram estofadas, com um tecido cinza-escuro. O tapete era vermelho tinto. Havia pequenas lâmpadas junto de cada poltrona. 

Maravilhosamente fresco, o ar recendia a sândalo, a fragrância preferida do rei. Os criados, esperando para servir as comidas e bebidas, fizeram uma reverência, em silêncio.

Abdu Greg já embarcara. Examinava uma pilha de documentos, junto com seu secretário. Trocara o throbe por um terno feito em Londres, mas o usava com turbante do Oriente Médio. Não olhou quando as duas embarcaram e se sentaram. Limitou-se a fazer um sinal indiferente para um de seus homens. O motor entrou em funcionamento momentos depois. Vanessa sentiu um frio no estôma­go quando o avião começou a subir.

-Mamãe!

- Estaremos acima das nuvens num instante. - Gina manteve a voz baixa, agradecida por Abdu Greg ignorá-las. - Assim como as aves, Nessa. Fique olhando.

Ela encostou o rosto na cabeça de Vanessa, enquanto acres­centava:

- Jaquir está ficando para trás.

Vanessa tinha vontade de vomitar, mas sentia medo, por causa da presença do pai. Com determinação, cerrou os dentes, engoliu em seco e observou o mundo diminuir lá embaixo. Depois de algum tempo, o embrulho em seu estômago diminuiu. Foi a vez de Gina falar. E ela falou em voz tão baixa que embalou Vanessa para o sono. Gina ficou olhando para as águas azuis do Mediter­râneo, enquanto orava.

Paris era uma festa para os sentidos. Vanessa segurava a mão da mãe e olhava aturdida para tudo, enquanto atravessavam o aeroporto, apressadas. Sempre pensara que as histórias da mãe sobre outros lugares não passavam de contos de fadas. Agora, ela passava por uma porta e entrava num mundo que só existira em sua imaginação.

Até mesmo sua mãe estava diferente. Tirara a abaaya e o véu. Por baixo, usava um elegante tailleur ocidental, da mesma tonalida­de de seus olhos. Os cabelos estavam soltos, gloriosamente negros, espalhando-se pelos ombros. Ela até falara com um homem, um estranho, ao passarem pela alfândega. Vanessa olhara para o pai, amedrontada, esperando pela punição. Mas ele nada fez.

Mulheres passavam por ali, às vezes sozinhas, às vezes de braço dado com um homem. Usavam saias e calças compridas justas, mostrando os contornos das pernas. Andavam de cabeça erguida, os quadris balançando, mas ninguém olhava aturdido para elas. Espantada, Vanessa viu até um casal se beijar e se abraçar, enquanto outras pessoas passavam pelos lados. Não havia matawain, com o chicote de pêlo de camelo e a ponta da barba pintada de hena, para prendê-los. 



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Geeeeeente, eai como vão vcs? 
Era pra ter postado ontem, mas com o acontecido, acabei esquecendo.
Não estou acreditando ainda q Zanessa se separou.


Tipo, aconteceu do nada, foi estranho.
Ainda estou tentando colocar na minha cabeça que eles vão voltar, mas nem eu mesma estou 
acreditando nisso.


Mas como fã, irei apoiar todas as decisões q eles tomarem, e se eles terminaram eles tiveram seus motivos.
Mas eu espero mesmo, do fundo do meu coração, q eles voltem.
Eles representam muito pra mim.
Não vou deixar de se fã de um deles por causa disso.
Vou continuar sendo fã, dos dois, aconteça oq acontecer.
***


Não se esqueçam:  




#HappyBdayVanessa


Vamos colocar a Diva nos TT's .
Parabéns, Vanessa Hudgens minha linda, tudo de bom, espero q vc seja muuito feliz ! 

beeeeeeijos.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Capitulo 5 – Parte 6

A onda de pesar surpreendeu-a, enquanto beijava as cunhadas, a sogra, as primas pelo casamento. Todas as mulheres com quem convivera há quase dez anos.

- Vanessa deve sentar-se à janela - disse Jiddah a Gina, enquanto beijava e abraçava as duas. - Assim ela poderá ver Jaquir, enquanto o avião sobe.

Ela sorriu, satisfeita, porque o filho finalmente demonstrava algum interesse pela criança, que era, secretamente, sua predileta.

- Não coma muito creme francês, minha doce menina. - Vanessa sorriu e, erguendo-se na ponta dos pés, beijou Jiddah pela última vez.

- Comerei tanto que ficarei gorda. Não vai me reconhecerá quando eu voltar.- Jiddah riu. Afagou o rosto de Vanessa com a mão ornamentada com hena.

- Sempre a reconhecerei. Vá agora. E volte sã e salva. lnshallah.

 Elas deixaram o harém, atravessaram o jardim e passaram por um portão no muro. O carro as esperava ali. Os nervos de Vanessa estavam tensos demais para perceber o silêncio da mãe. Falou sobre a viagem de avião, Paris, o que veriam, o que comprariam. Fez uma pergunta e depois continuou a falar, sem esperar pela resposta.

Ao chegarem ao aeroporto, Vanessa sentia-se mal de tanto excitamento, enquanto Gina passava mal de medo.

Até agora, a vinda dos executivos ocidentais apenas complicara o procedimento no aeroporto. Os aviões pousavam e partiam com mais freqüência e o transporte em terra limitava-se a alguns táxis cujos motoristas falavam em inglês. O pequeno terminal estava lotado, com as mulheres de um lado e os homens do outro. Americanos e europeus, confusos, esforçavam-se em proteger suas bagagens de carregadores com algum excesso de entusiasmo, enquanto esperavam desesperados por vôos de conexão, que às vezes demoravam dias. Esses pesares do capitalismo eram quase sempre obrigados a esperar, vítimas de um habito cultural que se alargara para um abismo ao longo dos séculos.

O ar vibrava com o barulho dos aviões, a cacofonia de vozes em línguas diferentes, que subiam e desciam, muitas vezes sem que o interlocutor entendesse. Vanessa avistou uma mulher sentada ao lado de uma pilha de bagagem, o rosto molhado de lágrimas, pálida de exaustão. Outra conduzia três crianças pequenas, que olhavam e apontavam para as mulheres árabes, em seus mantos pretos e véus.

- Há muitos estrangeiros aqui - murmurou Vanessa, enquanto eram conduzidas através da multidão pelos seguranças. - Por que eles vêm?

- Pelo dinheiro. - Gina olhou para a esquerda e a direita. Fazia tanto calor que tinha medo de desmaiar. Mas as mãos estavam geladas. - Vamos depressa. 


Capitulo 5 – Parte 5

Todos aqueles anos desperdiçados, esperando que Abdu Greg voltasse a ser o homem que era antes, esperando que sua vida voltasse a ser como antes. Permanecera em Jaquir porque ele exigira, e porque, mesmo que conseguisse fugir, Abdu Greg ficaria com Vanessa.

Porque fora fraca, confusa, medrosa, vivera quase dez anos de sua vida como escrava. Mas isso não aconteceria com Vanessa. Nunca! Não importava o que ela precisasse fazer, não permitiria que Vanessa lhe fosse tirada, entregue a algum estranho, para levar uma vida de prisioneira.

O primeiro passo era Paris, disse ela a si mesma, enquanto enxugava o suor da testa. Levaria Vanessa para Paris e nunca mais voltariam.

- Quando eu for a paris, comprarei uma porção de roupas bonitas. – Duja Ashley observou Vanessa ajeitar no braço uma pulseira de ouro e tentou não sentir inveja. - Meu pai diz que vai comer num lugar chamado Maxim's, e que eu terei qualquer coisa que quiser.

Vanessa virou-se. Tinha as palmas sempre úmidas de nervosismo, mas sentia medo de limpá-las no vestido.

 - Trarei um presente para você.

A inveja esquecida, Duja Ashley sorriu.

-Só um?

- Um presente especial. Vamos subir na Torre Eiffel e ir a um lugar em que há milhares de quadros. E depois... - Ela comprimiu a mão contra a barriga. - Estou me sentindo mal.

- Se estiver doente, não vai poder viajar. Portanto, é melhor não ficar. Leiha está zangada.

Ela falou apenas na esperança de fazer Vanessa se sentir melhor. As criadas já haviam levado as malas. Duja Ashley passou o braço pelos ombros de Vanessa para acompanhá-la.

- Ela quer ir, mas o rei só vai levar você e sua mãe. Leiha tem de se contentar com a nova gravidez.

- Se eu comprar presentes para Fahid e minhas irmãs, você pode entregar?

- Claro. - Ela beijou o rosto de Vanessa. - Sentirei saudade.

- Voltaremos logo.

- Mas você nunca viajou.

O harém estava cheio de mulheres, todas dominadas pelo excitamento da viagem que só duas fariam. Havia abraços para serem trocados, risos partilhados. Gina estava de véu e abaaya, as mãos cruzadas na cintura, o rosto impassível. As fragrâncias, os cheiros intensos do harém sufocavam-na, quase a ponto de poder vê-los. Se houvesse um Deus, ela nunca mais veria aquelas pessoas nem aquele lugar! Por uma vez, sentiu-se grata por ter o rosto quase todo coberto. Significava que só precisava controlar os olhos. 

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Ai ai Sophie, Zac logo aparecera, e quando aparecer, vai ter muuuito Zac. ;D
Jully o encontro do dois vai ser logo, e quando Zac aparecer, a história ficara beeeeeem mais interessante, podem ter certeza, não iram se arrependerem por ter esperado tanto, mas por enquanto, aproveitam a vida miserável da Vanessa SAHUUHAUH
Vou postar mais um !

beeeijos ;**

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Capitulo 5 – Parte 4

Abdu Greg tornou a agarrá-la pelos pulsos, mas desta vez puxou-a ao encontro de seu corpo.

- Devia se sentir agradecida por eu não entregá-la a um inimigo. - A respiração de Gina era forte, com o rosto quase encontrando o de Abdu Greg. Por um instante atordoada, teve vontade de matá-lo com as próprias mãos, cravando as unhas em seu rosto e vendo o sangue correr. Se servisse para salvar Vanessa, ela o teria feito. Mas a força de nada adiantaria. Nem a razão. Só restava a astúcia.

- Perdoe-me. - Ela ficou murcha, deixando os olhos brilharem com lágrimas. - Sou fraca e egoísta. Pensei apenas em perder minha filha, não na sua generosidade em providenciar um bom casamento para ela.

Gina tornou a se ajoelhar, tomando cuidado para manter a pose subserviente ao máximo. Enxugou os olhos, como se recuperasse o bom senso.

- Sou uma mulher tola, Abdu Greg, mas não tão tola que não possa me sentir agradecida. Ela aprenderá a ser uma boa esposa na Alemanha. Espero que se orgulhe de sua filha.

- Cumprirei meu dever para com ela.

Impaciente, ele gesticulou para que Gina se levantasse.

- Talvez permita que ela nos acompanhe na viagem a Paris. ­- O coração batendo forte, ela cruzou as mãos. - Muitos homens preferem uma esposa que já viajou, que possa acompanhá-lo nas viagens de negócios ou de turismo, para que seja uma ajuda em vez de um estorvo. Por causa de sua posição, muito vai se esperar de Vanessa. A educação que você teve na Europa e suas experiências ali serviram com certeza para proporcionar uma melhor compreensão do mundo e do papel de Jaquir.

O primeiro pensamento de Abdu Greg foi o de descartar a idéia no mesmo instante. Mas as últimas palavras de Gina acertaram o alvo. Ele estava absolutamente convencido de que o tempo que passara em cidades como Paris, Londres e Nova York haviam-no transformado num rei melhor, num filho mais puro de Alá.

- Pensarei a respeito.

Gina resistiu ao impulso de suplicar. Baixou a cabeça.

- Obrigada.

O coração de Gina ainda batia forte quando ela voltou a seus aposentos. Queria beber, tomar uma pílula, esquecer sua situação. Em vez disso, deitou na cama e forçou-se a pensar.

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Bem vinda Jully.
Gina sabe o que fazer, então a Vanessa não vai sofrer.

Talvez amanha eu poste mais, desculpem pela demora, mais vcs sabem como é, final de ano, provas e trabalhos na escola, então eu estou me dedicando mais a escola.

beeeijos